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Onde observar aves no algarve?

Onde observar aves no algarve?

Situado no extremo sul de Portugal, o Algarve é uma das regiões do país mais interessantes para a prática da observação de aves. Aí ocorrem mais de 300 espécies ao longo do ano, entre inúmeras aves de rapina, marinhas, limícolas, patos, passeriformes e muitas outras.

A sua reduzida dimensão de cerca de 5 mil quilómetros quadrados permite ao visitante conhecer vários locais num só dia – desde as montanhas do interior até aos sapais do litoral – com um grande número de espécies diferentes. Para isso contribui também a riqueza paisagística do Algarve, que integra os principais tipos de habitat existentes em Portugal para a ocorrência de avifauna: é este o caso de extensos bosques de sobreiro, estepes e pousios, lagoas costeiras, salinas e sapais.
Cerca de 40 por cento da região é Rede Natura 2000 e a sua maioria é classificada como Zona de Protecção Especial para Aves e Important Bird Area (IBA – Birdlife International). Entre esta extensa rede de espaços com reconhecida importância ornitológica, destaque para a Ria Formosa e para o Sapal de Castro Marim, duas das principais zonas húmidas do país onde ocorrem milhares de aves aquáticas, algumas das quais bem raras, como o Caimão ou a Gaivota de Audouin. De realçar ainda a península de Sagres, o principal corredor migratório de aves de rapina e planadoras de Portugal, por onde passam anualmente a Cegonha-preta, a Águia-imperial e o Abutre-do-egipto.
Estes atractivos naturais, conjugados com os bons acessos da região e com a oferta diversa de alojamento, apresentam o Algarve como um destino de Birdwatching a descobrir, na antítese da vida de praia. Uma experiência ao ar livre a não perder (literalmente) de vista.

 

Acções de boa conduta

Sempre que recorrer a serviços de empresas de turismo, informe-se se estão licenciadas e se têm as devidas autorizações para desenvolver actividades em áreas protegidas. Privilegie as empresas locais para a realização de actividades de birdwatching, contribuindo para a melhoria da economia local. Por fim, respeite os períodos mais sensíveis para as aves, em especial a nidificação, evitando a perturbação de ninhos, colónias e outros locais de dependência.
Se encontrar uma ave ferida, contacte as seguintes entidades:

  • GNR - SEPNA (Lisboa) Tel. (+351) 217 503 080
  • SOS Ambiente Tel. (+351) 808 200 520
  • RIAS (Centro de Recuperação de Aves da Ria Formosa): Tel. (+351) 927 659 313
  • Se detectar um incêndio, ligue 117
  • Em caso de emergência, ligue 112

Brochura/Brochure

Poderá aceder AQUI.

Estudos e Equipamentos

Em novembro de 2009 foi apresentado o estudo «Birdwatching no Algarve», promovido pela Região de Turismo do Algarve e desenvolvido pela associação Almargem em conjunto com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). Este estudo teve como objetivos identificar os locais mais importantes para a prática do birdwatching no Algarve, apresentar as intervenções necessárias para que cada local reúna condições para a realização da atividade e articular as várias iniciativas regionais numa só estratégia de promoção. Download da presentação do estudo «Birdwatching no Algarve».

Em março de 2011 foi apresentado o projeto de estruturas-tipo necessárias à prática do birdwatching, onde se incluem observatórios, painéis informativos, abrigos e passadiços. Este projeto foi encomendado pela Região de Turismo do Algarve ao gabinete de arquitetura Arquilínea, no âmbito da candidatura «Via Algarviana II», que conta com o apoio financeiro do Programa Operacional Algarve 21. Download da presentação do projeto «Estruturas-tipo para a prática de observação de aves»

Observação de Aves no Concelho de Loulé

Nos últimos anos, o crescente interesse pela observação de aves (“Birdwatching”) tem trazido a Portugal um turismo mais sustentável e compatível com o seu património natural. Portugal está entre os países europeus com maior diversidade de espécies, devido, sobretudo, à grande variedade de habitats. Por isso é um local bastante procurado para esta actividade, atraindo cada ano um crescente número de adeptos no intuito de observar e fotografar as diferentes espécies de aves.

Os ricos e variados valores naturais e paisagísticos do Algarve, tornam esta região um ponto de interesse ornitológico importante no país. Para além das famosas praias, há todo um mundo natural por descobrir, do litoral à serra algarvia, que inclui importantes áreas protegidas, paisagens com características geológicas variadas e especiais, até aos imponentes maciços serranos. A diversidade da natureza é, definitivamente, uma das maiores riquezas do Algarve.

O Concelho de Loulé é um exemplo notável desta diversidade. A grande variedade de habitats propiciam a ocorrência de uma rica avifauna, fazendo deste território um dos mais interessantes para a prática da observação de aves no Algarve. Algumas dessas espécies são especialmente interessantes em resultado dos seus estatutos de conservação, e outras por serem raras e estarem localizadas em sítios muito específicos. É neste contexto que a Câmara Municipal de Loulé e a Almargem decidiram juntar-se para criar este Roteiro, que pretende, essencialmente, contribuir para a divulgação dos valores ornitológicos do Concelho de Loulé. Este Roteiro é resultado de dados recolhidos ao longo de vários anos, durante vários censos de aves, muitas saídas de campo, bem como saídas de reconhecimento de terreno. Este roteiro destina-se a pessoas já com alguma experiência na observação e identificação de espécies de aves, uma vez que não descreve como identificar as espécies em cada habitat apresentado, mas sim quais são as espécies presentes, bem como a abundância e a ocorrência destes ao longo do ano.

Apresentamos 3 itinerários neste guia, situando-se cada um diferente ecossistema da região do Concelho de Loulé: as Zonas Húmidas do Litoral (Roteiro 1), o Barrocal (Roteiro 2) e a Serra do Caldeirão (Roteiro 3). É dada a caracterização geral de cada um destes espaços, bem como os valores naturais associados, os estatutos conservação e outras informações relevantes.

As zonas Húmidas do Litoral

As zonas húmidas são, a nível mundial, um dos mais ricos e produtivos ecossistemas da biosfera e constituem um dos mais importantes refúgios e locais de nidificação para muitas espécies de aves aquáticas.

O Barrocal

O Barrocal é uma sub-região de área reduzida entre o litoral e a serra algarvia, com estatuto de Protecção Legal associado à Directiva Habitats (Sítio de Importância Comunitária; Sítio do Barrocal - PTCON0049). A zona é composta tanto por terrenos pouco acidentados como por maciços de calcário, ambos revestidos de vegetação arbustiva e arbórea diversificada, de associação mediterrânea.

A Serra do Caldeirão

Esta região faz a fronteira entre o barrocal algarvio e as peneplanícies do Baixo Alentejo. Faz parte do antigo maciço montanhoso e é composta fundamentalmente por xistos e grauvaques, rochas que originam solos finos e pouco férteis.

Recomendações Gerais

  • Seguir sempre pelo trilho indicado, quando necessário;
  • Respeitar sempre a natureza: não poluir ou perturbar o local, a fauna ou a flora;
  • Não circular com veículos fora de estradas e caminhos destinados a esse fim;
  • Depositar sempre os seus desperdícios em local próprio (levar consigo se não existir);
  • Respeitar sempre os bens e propriedades privadas;
  • Quando de visita numa Área Protegida, colabore com a conservação dos valores naturais e culturais da Área;
  • Nas Áreas Protegidas, seguir as instruções dos serviços de vigilância, tanto para a sua segurança como para facilitar o seu trabalho;
  • Evitar valas, poços ou locais com águas profundas;
  • Evitar animais perigosos ou outras situações que possam pôr em risco o observador;
  • Evitar áreas que possam danificar o material e principalmente quedas;
  • Utilizar sempre vestuário adequado à época do ano. Não se esquecer de utilizar um boné para proteger do sol;
  • Utilizar calçado apropriado, como por exemplo: botas de marcha confortáveis;
  • Trazer sempre água consigo;
  • Recomenda-se utilizar sempre binóculos ou telescópio. Os binóculos mais aconselhados são geralmente os que têm uma ampliação entre 8 x e 10 x;
  • Utilizar telescópios para a observação de aves no mar, estuários ou outras situações de distâncias consideráveis;
  • Utilizar telescópios para a observação a curta distância quando se pretende observar grandes bandos de aves como gaivotas ou limícolas;
  • Recomenda-se a utilização de um tripé para permitir uma observação de aves mais confortável;
  • Ter algumas noções sobre a posição da luz durante o dia, e a influência que esta pode ter sobre as observações pode ser também bastante vantajoso;
  • Trazer um caderno de campo é sempre útil para quem gosta de anotar os pormenores das aves observadas.

Guia

Aceda ao guia completo AQUI.

Festival de Observação de Aves e Actividades de Natureza

O que é o Festival de Observação de Aves & Actividades de Natureza de Sagres?

    Este Festival assenta na promoção dos valores naturais do concelho, com especial relevo para as aves migradoras que passam por esta região na sua deslocação para África, na altura do outono. Com edições desde 2010, o evento tem contribuído para consolidar Vila do Bispo e o Algarve como um importante destino de Turismo de Natureza, atraindo cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros. Durante os dias do Festival, os participantes usufruem de um vasto leque de atividades gratuitas ou com preços muito convidativos. O investimento feito nesta iniciativa, que decorre na chamada época baixa do ponto de vista turístico, tem-se refletido positivamente nos restantes meses do ano, com turistas a regressarem e a usarem os serviços das empresas locais parceiras do Festival.

 todosanos festival 2022 - lowres

 Cartazes da I, II, II, IV, V, VI, VII, VIII, IX, XX, XI e XII edições do Festival de Observação de Aves & Actividades de Natureza de Sagres

 

 

    Observar aves, em terra, mar e ar, ver golfinhos, passear à descoberta da flora, da fauna e da paisagem, construir caixas de ninhos, dançar zumba, assistir a palestras ou participar em workshops, aprender mais sobre hortas e jardins medicinais, participar em saídas de campo, ateliês de educação ambiental, ou sessões de anilhagem de aves, passear de cavalo, ou participar em visitas guiadas sobre a história de Sagres. O rol de atividades possíveis quase não acaba, e compõem o maior festival em Portugal dedicado à observação da migração de aves e da natureza. O evento promovido pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, juntamente com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e com a Almargem acontece nesta altura do ano para coincidir com a época alta da migração outonal, altura em que as aves migradoras abandonam o nosso país rumo às terras quentes de África. Celebra-se também a nível europeu, nesta mesma altura, o Fim-de-semana de Observação das Aves.

    Mas este Festival não é só para birdwatchers! Todos os que gostam de atividades de natureza, de estar em contacto com o campo ou o mar, de fotografia, do património edificado ou da história local, encontram no programa do Festival inúmeros motivos para participar.

Vídeo promocional do Festival de Observação de Aves e Actividades de Natureza

Festival de Aves e Natureza torna Vila do Bispo “Município do ano 2015”

    O Município de Vila do Bispo, com o “Festival de Aves & Atividades de Natureza” foi duplamente galardoado na entrega dos prémios “Município do Ano Portugal 2015”, vencendo na categoria regional (Algarve) e a nível Nacional.

    Vila do Bispo concorreu a este prémio com o “Festival de Aves & Atividades de Natureza”, um evento promovido por este município e que tem como co-promotores a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e a Associação Almargem, duas Organizações Não Governamentais de Ambiente.

    Segundo Adelino Soares, presidente do município de Vila do Bispo, “este prémio é um reconhecimento de um árduo trabalho de equipa, que para além das três entidades organizadoras conta com o envolvimento de uma vasta rede de empresários locais, voluntários e colaboradores e, que se unem em prol de um objetivo comum que é a preservação dos valores naturais e o desenvolvimento local”.

    O evento Município do Ano Portugal 2015 é uma iniciativa da plataforma UM-Cidades, sediada na Universidade do Minho. Este ano foram distinguidos nove municípios nas categorias regionais, tendo Vila do Bispo recebido o prémio para a região do Algarve e o prémio nacional.

Aves de Sagres

    A península de Sagres, no extremo sudoeste de Portugal, é uma das zonas mais interessantes no país para a observação de aves. Com mais de 250 espécies registadas ao longo dos anos, constitui também o local mais emblemático a nível nacional para observar a migração Outonal de aves planadoras, passeriformes, aves marinhas, entre outras. Estas são algumas das aves mais fáceis de observar nos meses de Setembro e Outubro:

Aves de Sagres
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GRIFO
Gyps fulvus

Ave emblemática e numerosa rapina migradora em Sagres. Com mais de 2m de envergadura, são aves imponentes. Deslocam-se tirando partido das correntes térmicas por vezes em bandos de centenas de indivíduos.
BRITANGO
Neophron percnopterus

Bem mais escasso que o Grifo, apenas algumas dezenas de britangos chegam a Sagres, na sua viagem em direção a África, sendo a maioria imaturos. Estas aves surgem normalmente em pequenos bandos em setembro e em outubro.
ÁGUIA-CALÇADA
Hieraaetus pennatus

Uma das aves de rapina migradoras mais comuns. Presente ao longo da época migratória, com picos de passagem na segunda quinzena de setembro e primeira de outubro, altura em que é frequente avistar bandos de dezenas.
ÁGUIA-COBREIRA
Circaetus gallicus

Migradora comum que passa ao longo de toda a época migratória com um primeiro pico de passagem na primeira metade de outubro, e outro na primeira metade de novembro. Pode formar bandos numerosos.
CEGONHA-PRETA
Ciconia nigra

Migradora escassa mas regular. Alguns indivíduos chegam a Sagres, e constituem sempre uma visão empolgante. Aves isoladas ou pequenos bandos aparecem a partir de meio de setembro até fim de novembro.
CHASCO-CINZENTO
Oenanthe oenanthe
Migrador emblemático, observado normalmente isolado e junto ao solo. Mais frequente em setembro e outubro. Migrador de longa distância podendo mesmo vir de terras distantes como a Islândia ou a Gronelândia. 
TOUTINEGRA-TOMILHEIRA
Sylvia conspicillata
Um passeriforme migrador transariano, que não só está de passagem como também cria em Sagres, nomeadamente na zona da Cabranosa. Está presente desde março até princípio de outubro.
TOUTINEGRA-DE-BIGODES
Sylvia cantillans
Migrador transahariano bastante conspícuo. Pode ser observado ao longo de quase toda a época, ainda que a maioria passe em setembro e início de outubro.
PAPA-MOSCAS-PRETO
Ficedula hypoleuca
Um dos passeriformes migradores mais comuns em Sagres. Nidifica sobretudo no norte e centro da Europa. Em setembro e outubro estão um pouco por toda a parte.
SOMBRIA
Emberiza hortulana
Migrador mais escasso durante setembro e princípios de outubro, podendo facilmente passar despercebido.. Em Portugal a nidificação é restrita às terras altas do Norte do país.
ALCATRAZ
Morus bassanus
Ave marinha facilmente detetável pela sua enorme envergadura e padrões conspícuos. A partir de meados de outubro, a maioria dos alcatrazes presentes são adultos (maioritariamente brancos), com o ritmo de passagem a poder atingir alguns milhares por hora.
CAGARRA
Calonectris diomedea
Cria principalmente nas ilhas Macaronésicas e no Mediterrâneo, invernando no Atlântico Sul. As aves de passagem podem estar em alimentação, dispersão ou migração, ao longo da primeira metade da época migratória (em que é abundante). Os juvenis saem do ninho em finais de outubro.
PARDELA-DE-BARRETE
Puffinus gravis
Cria no Atlântico Sul durante o verão austral, migrando depois para o Atlântico Norte. Presente na área sobretudo entre agosto e novembro, com concentrações mais elevadas na primeira metade da época. Pode ser bastante comum ao largo, mas dificilmente observada a partir de terra.
PARDELA-BALEAR
Puffinus mauretanicus
Ave marinha Criticamente em Perigo (CR), que cria exclusivamente nas ilhas Baleares. Indivíduos estão presentes na área ao longo de todo o ano, mas as maiores taxas de passagem ocorrem pontualmente ao longo de setembro e outubro, oriundas dos locais de concentração pós-nupcial.
CASQUILHO
Oceanites oceanicus
A espécie cria no Atlântico Sul e os registos na área são, normalmente, de indivíduos isolados ou em pequenos bandos, maioritariamente em agosto e setembro. Uma espécie de hábitos pelágicos, dificilmente avistada a partir da costa.
FALCÃO-PEREGRINO
Falco peregrinus
Conhecido por ser a ave mais rápida do planeta, o falcão peregrino é um habitante habitual das falésias de Sagres e zonas interiores costeiras.
SISÃO
Tetrax tetrax
Uma pequena população desta espécie está presente ao longo de todo o ano nas pastagens e terrenos agrícolas do Vale Santo e área envolvente, onde pode ser vista com relativa facilidade. Fora da época de nidificação as aves dispersam mais, formando bandos, e podendo ser mais difíceis de detetar.
MELRO-AZUL
Monticola solitarius
O melro-azul é um habitante das falésias, bem distribuído por toda a costa sudoeste. Tem uma silhueta conspícua e indivíduos isolados podem ser avistados a esvoaçar ou pousados nas falésias.
CHARNECO
Cyanopica cyanus
Estas aves inconfundíveis são características da parte sul da Península Ibérica, podendo ser avistadas durante todo o ano nas áreas mais florestais da península de Sagres, como o pinhal do Vale Santo ou a Cabranosa. 
GRALHA-DE-BICO-VERMELHO
Pyrrhocorax pyrrhocorax
Uma população de algumas dezenas de casais cria nas falésias à volta do Cabo S. Vicente. Podem ser vistos saindo dos seus dormitórios costeiros de manhã e voltando ao fim da tarde, ou em alimentação em campos agrícolas e terreno aberto.
LEGENDA: Paco Goméz (1), O. Pehmann (2 e 3), Jorge Meneses (4, 13 e 14), Eran Finkle (5), Mark Medcalf (6), Juan Emilio (7 e 9),
Mike Sway (8), Pierre Dalous (10 e 17), Andreas Trpte (11), Pedro Geraldes (12), JJ. Harisson (15), Juan la Cruz (16 e 18), Mário Mata (19), Malt Uhl (20).

Geologia de Sagres

    Concelho de Vila do Bispo apresenta uma grande diversidade biológica, paisagística, histórica e geológica. No entanto é a sua Geodiversidade que apresenta importantes locais para a compreensão da evolução geológica do território nacional e em particular do Conselho de Vila do Bispo.

    Geologicamente, Vila do Bispo integra a Bacia Algarvia (que apresenta rochas sedimentares e vulcânicas com idades compreendidas entre ≈237 milhões de anos e a atualidade) e a Zona Sul Portuguesa (que compreende rochas sedimentares e vulcânicas depositadas entre 370 a 310 milhões de anos).

    A título de exemplo referem-se 3 locais: Praia do Telheiro – descontinuidade geológica; Praia da Mareta – recife de coral fossilizado, rampas de dunas fósseis e pistas de Zoophycos; Praia da Salema – Pegadas de Dinossáurio.

Arqueologia de Sagres | Vila do Bispo

    O concelho de Vila do Bispo reúne uma série de vestígios que atestam uma longa e significativa presença humana nestas paragens. A investigação arqueológica identificou, em Vale de Boi, uma jazida paleolítica com indícios de ocupação que recuam há 33 mil anos – o mais antigo registo de presença humana em todo o sul peninsular.

    O próprio topónimo “Sagres” remonta ao século IV a.C., quando o historiador grego Éforo “batiza” a região de Hieron Akroterion, designação mais tarde traduzida por autores latinos como Promontorium Sacrum, ou seja, Promontório Sagrado – Sagres! Estrabão é um destes autores que, no séc. I a.C., fará nova referência à região, relatando a viagem de um seu antecessor de nome Artemidoro. Sagres é então descrita como a “elevação mais ocidental, não da Europa mas de toda a terra habitada” e “em muitos sítios há grupos de três e quatro pedras, que são pelos visitantes voltadas, em virtude de um costume ancestral”. Muito provavelmente, estas “pedras” seriam os menires que ainda hoje marcam estas paisagens. Na verdade, a região de Vila do Bispo reúne a maior concentração de menires de toda a Península Ibérica, sendo que alguns destes podem mesmo vir a confirmar-se como dos mais antigos monumentos erguidos na Europa – um inaugural fenómeno megalítico?

    Os Romanos também se detiveram nestas paragens, explorando, em particular, a diversidade e abundância dos seus recursos marinhos. Nas praias da Boca do Rio e do Martinhal é possível observar os vestígios de antigas villas romanas, dedicadas à produção de preparados piscícolas e de ânforas que serviam para exportar as iguarias conserveiras para todo o Império.

Mais informação

    Site | www.birdwatchingsagres.com
    Programa | www.birdwatchingsagres.com/programa/
    Vila do Bispo | www.cm-viladobispo.pt/
    spea | www.spea.pt/
    Almargem | www.almargem.org/

 

Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

Um evento promovido pela Câmara Municipal de Olhão em parceria com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, e com a Almargem a colaborar na organização do programa de actividades de animação cultural e ambiental que contemplou um vasto conjunto de iniciativas, incluindo passeios temáticos, ateliers, pequenos cursos (ex. jardinagem sustentável), actividades desportivas e de relaxamento etc.

Primeira edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

O Município de Olhão promoveu, de 27 a 30 de Julho de 2006, a primeira edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente, uma iniciativa com características inéditas em Portugal na área do Ambiente, da Conservação da Natureza e da Sustentabilidade. Este projecto foi realizado em parceria estratégica com o Instituto da Conservação da Natureza e contou com o Alto Patrocínio da Presidência da República. A realização coincidiu com as comemorações do Dia Nacional da Conservação da Natureza (dia 28 de Julho) e teve como principal objectivo, sensibilizar a sociedade portuguesa para as oportunidades de desenvolvimento sustentável e preservação da biodiversidade nestes espaços privilegiados, partindo de um conceito moderno e transdisciplinar do tratamento da temática ambiental.

Este projecto inovador decorreu da estratégia de implementação de um modelo de desenvolvimento baseado nos princípios da sustentabilidade e pretendeu consolidar-se a nível nacional enquanto evento regular de referência na área do Ambiente. O projecto envolveu diversas parcerias com entidades nacionais e estrangeiras, tendo sido desenhado no sentido de se constituir uma plataforma nacional para a apresentação e discussão de projectos, produtos e serviços desenvolvidos pelos Parques, agentes económicos e organizações ligadas à conservação da natureza, turismo de natureza e ambiente. Possuiu, ainda, um extenso programa que incluiu, entre outras acções, um ciclo de conferências e debates temáticos dedicados ao desenvolvimento sustentável, acções de educação ambiental, cinema, música, workshops e exposições de Bioarte e ECODESIGN, bem como uma área dedicada à restauração e produtores biológicos.

Segunda edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

A inauguração da II edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente teve lugar a 26 de Julho de 2007, às 18h, no Jardim Pescador Olhanense. O evento reúniu a totalidade das Áreas Protegidas portuguesas, bem como Áreas Protegidas estrangeiras e algumas das mais destacadas organizações que desenvolvem a sua actividade em torno do Desenvolvimento Sustentável e da Defesa do Ambiente. A programação incluiu a realização do “Seminário do Algarve sobre Alterações Climáticas” que com o objectivo de difundir informação sobre o tema e suscitar o debate sobre as implicações das alterações climáticas nos Parques Naturais e outras áreas protegidas. Paralelamente, decorreram exposições sobre alterações climáticas, design sustentável e eco-design.

Cartazes da II, III e IV edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

Terceira edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

Com o objectivo de mobilizar o País e a sociedade para a preservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável nas áreas protegidas promoveu-se de 24 a 27 de Julho de 2008 a 3ª edição do evento Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente. Realizou-se um vasto programa de actividades outdoor dinamizado por um grande número de empresas ligadas ao desporto e ao turismo de natureza. O Parque Natural da Ria Formosa e a Quinta de Marim foram também palco de várias iniciativas atractivas como a realização de passeios de interpretação da natureza, passeios de burro e de barco, palestras temáticas, exposições, workshops e acções de voluntariado no centro de recuperação de aves selvagens. O programa incluiu também a realização de um importante Seminário Internacional sobre Ecoturismo que terá lugar no auditório da Quinta de Marim. Ainda no recinto da Feira, no Jardim Pescador Olhanense, o público pôde degustar e comprar produtos tradicionais e biológicos, consultar e adquirir livros e publicações numa mostra de livros sobre ambiente e conservação da natureza e usufruir de passeios diários de charretes e de City Cruisers. No mercado municipal e na galeria da Restauração pôde também visitar a exposição de design sustentável DesignForFuture08 - Artesanato POP, e na sede do Parque Natural da Ria Formosa, conhecer a aclamada exposição “H20 - Fotobiografia da Água”, da autoria do fotógrafo Paulo Magalhães.

Quarta edição da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente

A realização em Olhão da Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente surge na sequência do trabalho efectuado nos últimos anos pela Câmara Municipal, pelo Parque Natural da Ria Formosa e outros parceiros, com o objectivo de promover o desenvolvimento sustentável na região do Algarve e no País. Estando a vivência do concelho de Olhão intimamente ligada à existência da Ria Formosa, sente-se a cada dia a necessidade de reflectir e discutir sobre a forma de aproveitar essa riqueza sem a comprometer para as futuras gerações. Foi pois com naturalidade que o Município de Olhão se associou ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) com o objectivo de mobilizar o País e a sociedade para a preservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável nas áreas protegidas. De 9 a 12 de Julho de 2009, em Olhão, teve lugar a 4ª Feira Nacional de Parques Naturais e Ambiente. Com este evento pretende-se mobilizar a sociedade para as questões da Biodiversidade, divulgar as Áreas Protegidas (AP) e contribuir para o desenvolvimento sustentável das mesmas. Nesta Feira estiveram representadas não só as Áreas Protegidas portuguesas como também algumas estrangeiras, organizações não governamentais de ambiente (ONGA), associações e empresas da área do ambiente, com destaque para o turismo de Natureza. O programa foi muito variado, dele constando um Seminário Internacional “Água e Turismo”, workshops temáticos, uma mostra nacional sobre Turismo de Natureza, actividades “outdoor”, acções na Quinta de Marim (Parque Natural da Ria Formosa), mercado de produtos tradicionais e biológicos, degustação dos sabores do Algarve, exposição “Design for future ‘09″, mostras de fotografia e pintura, ateliers e acções de sensibilização /informação ambiental, incluindo percursos interpretativos, apresentação de projectos de conservação da Natureza e requalificação ambiental, bem como concertos com órgão de água.

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