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Madressilva

Iniciado em 2005, em torno da revista Madressilva, o projecto com o mesmo nome sobreviveu à suspensão daquela publicação em 2008, nomeadamente através da edição periódica do Almanaque da Natureza. Para além do regresso da revista em 2014, pretende-se hoje com os BioDossiers e a série Símbolos da Vida Selvagem Mundial republicar os materiais antigos e produzir novos materiais de divulgação da espantosa biodiversidade do nosso planeta. Vamos também tentar manter actualizada a Biosfera, um bloco de notícias sobre fauna, flora e conservação da natureza.

 

    Veja as edições mais recentes:

Madressilva nº 14 (versão digital)

Madressilva nº 14

Os destaques deste nº 14 vão para o góbio-pintado, um peixe cantor, para o camaleão, um réptil de mi..

Madressilva nº 15 (versão digital)

Madressilva nº 15 (versão digital)

Os destaques desta edição vão para a beleza perigosa das plantas invasoras, para a rã-verde, um dos ..

Madressilva nº 17 (versão digital)

Madressilva nº 17 (versão digital)

Número nº17 da nossa revista Madressilva, com diversos artigos onde se destaca a Alfarroba, o Ébola,..

Madressilva nº 18 (versão digital)

Madressilva nº 18 (versão digital)

Número nº18. Os primeiros 100 pedidos são gratuitos. Os destaques desta edição vão para a explora..

 

 poderá ainda aceder gratuitamente às edições mais antigas:

 
Madressilva nº 1 (versão digital)

Madressilva nº 1 (versão digital)

Esta edição retrata a biologia da Raposa,
a ribeira de Quarteira, os Charcos temporários,..

Madressilva nº 2 (versão digital)

Madressilva nº 2 (versão digital)

Esta edição retrata a biologia da Salamandra,
o Guadiana, as perdizes, os Freixos, e como fazer casa..

Madressilva nº 3 (versão digital)

Madressilva nº 3 (versão digital)

Esta edição retrata a biologia da
Cobra-de-água, Mochique, os Zimbrais,
as Saca-rabos, e como fazer ..

Madressilva nº 4 (versão digital)

Madressilva nº 4 (versão digital)

Esta edição retrata a biologia das Esponjas,
Cerro da Cabeça, as Dunas e os Fetos do Algarve..

Monitorização na Lagoa dos Salgados

Entre 2010 e 2013 a Almargem monitorizou as comunidades de avifauna e vegetação dulceaquícola da Lagoa dos Salgados. Este trabalho surgiu na sequência da construção da ETAR Poente de Albufeira, tendo o projeto sido proposto pelas Águas do Algarve. Embora sem qualquer proteção legal nacional ou internacional, a Lagoa dos Salgados foi considerada como Área Importante para as Aves (IBA), sítio com significado internacional para a conservação das aves à escala global. Este sistema lagunar alberga mais de 150 espécies de aves destacando-se as populações de caimão (Porphyrio porphyrio) e perna-longa (Himantopus himantopus). É ainda o único local nacional com registo de nidificação de pêrra (Aythya nyroca).

Caracterização do local

    O programa de monitorização de ecologia efectuado no âmbito da DIA, da ETAR Poente de Albufeira, a qual servirá as populações dos concelhos de Albufeira, Silves e Lagoa. A ETAR Poente de Albufeira localiza-se no concelho de Albufeira, Freguesia da Guia, perto da quinta da Saudade e da Aldeia de Montes Juntos, na zona limite do concelho (fronteira com Silves) a cerca de 3,5 km a Norte da Costa e entrou em funcionamento em Agosto de 2009. Esta ETAR descarrega as águas residuais tratadas para a Ribeira de Espiche, que desagua na Lagoa dos Salgados.
    A Lagoa dos Salgados faz parte de um conjunto de lagoas de pequena dimensão do litoral algarvio, correspondendo ao estado terminal de colmatação do sistema estuarino/lagunar da Ribeira de Espiche. Esta lagoa está classificada como Zona Sensível (Decreto-Lei n.º 152/97 de 19 de Junho) e constitui um sistema de transição entre a zona costeira e a zona terrestre, com características de lagoa interior, ocupando uma enseada de depósitos aluvionares salinizados.
    Esta zona húmida está localizada entre os limites dos concelhos de Albufeira e Silves e está instalada numa pequena depressão, com cerca de 1.5Km2. A lagoa é mantida isolada do meio marinho devido à presença de uma barreira arenosa contínua, que funciona como estrutura de contenção do caudal fluvial. Em regime natural, a comunicação com o mar estabelece-se quando o plano de água no interior da lagoa atinge o topo da barreira, abrindo uma barra e escoando o volume de água acumulado na depressão, libertando um caudal de cerca de 2.5Mm3.

 

Avifauna

    Apesar de ser uma zona húmida artificializada, a Lagoa dos Salgados assume um papel importante do ponto de vista paisagista, recreativo e ecológico. Está inserida num dos poucos troços de acumulação de areias do barlavento, onde podemos encontrar um significativo campo de "dunas cinzentas", ou seja, dunas fixas com vegetação herbácea de Crucianellion maritimae, habitat de conservação prioritária segundo a Directiva 92/43/CEE, do Conselho, de 21 de Maio (Directiva Habitats). Relativamente à avifauna encontram-se no local 39 espécies classificadas no Anexo A-I da Directiva 79/409/CEE, do Conselho, de 21 de Abril (Directiva Aves), como espécies de interesse comunitário (por exemplo o perna-longa - Himantopus himantopus, o guarda-rios - Alcedo atthis, a calhandrinha - Calandrella brachydactyla, o alcaravão - Burhinus oedicnemus, o tartaranhão-ruivo-dos-pauis - Circus aeruginosus, etc.), tendo duas delas estatuto de conservação prioritário (o camão - Porphyrio porphyrio e o zarro-castanho – Aythya nyroca).
    A zona alberga uma valiosa comunidade de ardeídeos representada por sete espécies, das quais três são nidificantes (garça-vermelha, garçote e garça-branca), duas migradoras (goraz e papa-ratos) e duas tipicamente invernantes (garça-real e carraceiro). É o único local nacional com registo de nidificação de pêrra. Durante os períodos migratórios, a zona revela-se de grande valor para ciconiformes, especialmente para o colhereiro, para várias espécies de limícolas e também passeriformes, em especial andorinhas que aqui se alimentam em bandos com milhares de indivíduos.

Flora

    A Lagoa dos Salgados em situação normal de barra fechada, possui características salobras, com valores de 8 a 10 partes por mil no Inverno, permitindo classificar a água como mesohalina (FERNANDES, J. et al. 2001 in NEVES, 1995). Em situação de barra aberta é normal que a salinidade suba, devido à significativa entrada de água do mar. Em zonas mais confinadas da lagoa, à medida que nos afastamos do mar, o sistema lagunar vai-se tornando cada vez mais dulçaquícola, assim como no troço terminal da Ribeira de Espiche a salinidade baixa (FERNANDES, J. et al. 2001 in PINTO et al. 2001 & NEVES, 1995).
    Classificada como Zona Sensível pelo Decreto-Lei n.º 152/97 de 19 de Junho, a Lagoa dos Salgados constitui um sistema de transição entre a zona costeira e terrestre, com características de lagoa interior, ocupando uma enseada de depósitos aluvionares salinizados.
    A lagoa dos salgados encontra-se inserida num dos poucos troços de acumulação de areia do barlavento, onde podemos encontrar um significativo campo de “Dunas cinzentas” com vegetação da Crucianellion maritimae, habitat de conservação prioritária segundo a Directiva 92/43/CEE, do Concelho de 21 de Maio (IPA, 2006).
    As comunidades vegetais existentes na Lagoa são de um modo geral, maioritariamente comunidades com características halófilas de Juncais e Caniçais, as quais funcionam como zonas de refúgio, alimento ou nidificação para muitas espécies faunísticas nela presentes.

Mais informações

Para informações sobre a monitorização realizada contacte-nos.

Loulé – Cadoiço e Megalapiás

Revelar o que já existe

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Com o intuito de promover a valorização ambiental da envolvente da cidade de Loulé, a Almargem selecionou dois locais de grande interesse cultural e ambiental, há muito cobiçados pela associação: a Ribeira do Cadoiço e os Megalapiás do Barrocal. Pretendeu-se garantir as condições necessárias para introduzir, desde já, alguns aspetos complementares – culturais, geológicos, sociais, ambientais -, perspetivando-se assim o futuro destas zonas como local privilegiado de visitação, disseminação e sensibilização ambiental.

Os Megalapiás, formações geológicas, características da paisagem calcária, ocorrem na zona do Barrocal, sendo vários os núcleos conhecidos quer pelas suas dimensões quer pela variedade de formas que apresentam. A principal mancha deste megalapiás localiza-se a norte e noroeste da cidade de Loulé entre o Castelão (S. Sebastião) e Clareanes (S. Clemente), com especial relevância para três áreas que constituíram o principal foco deste projeto: Varejota (Castelão-Pissilveira), Barrocal da Tôr e Malhada Velha (Penedos do Frade).

Estas áreas, para além do valor geológico, encontram-se relativamente bem preservadas do ponto de vista paisagístico e ambiental, valorizando-se assim o estudo, preservação, divulgação e usufruto destes geomonumentos numa visão mais alargada das políticas de conservação da natureza, enaltecendo não só a geodiversidade como também a biodiversidade da região.

Como já acontece noutras zonas do país, onde têm vindo a ser criados Geoparques ou redes de Geossítios e a atual candidatura da CM de Loulé, em conjunto com as CM de Silves e Albufeira, para a criação de um Geoparque que abrange a área destas formações geológicas, é importante que o Município de Loulé possa dar mais um exemplo do seu empenho no desenvolvimento sustentável e na preservação do património natural.

Em relação à Ribeira do Cadoiço, pretendeu-se consolidar e aprofundar os conhecimentos existentes sobre a zona das Encostas do Cadoiço, situada imediatamente a sul da cidade de Loulé.

Esta é uma zona que tem sido alvo de interesse por parte da Associação nos últimos anos por lhe reconhecermos uma importância histórica, cultural e ambiental, atribuindo-lhe assim características de elevado interesse para a sua recuperação e conservação.

Para este local de elevado valor paisagístico existe já um plano municipal de intervenção muito prometedor, designado por Parque Urbano e Agrícola, o qual só terá a ganhar com as mais valias que este projeto lhe pode fornecer, nomeadamente informação técnica atualizada sobre o património natural e cultural, para além de propostas concretas de intervenção ao nível ambiental.

Este trabalho decorreu durante 2019/2020 de forma a possibilitar a inventariação de todas as espécies presentes na área.

 

Materiais disponíveis

 

AVISO 1: Os percursos pedestres não estão sinalizados no terreno.

AVISO 2: Há obras a decorrer perto do ponto 9 do Percurso "Campos de Lapiás", que pode induzir caminhantes no sentido errado. Por favor, acompanhe o percurso no seu GPS.
Mais informações sobre a obra, aqui: https://www.cm-loule.pt/pt/noticias/51622/perto-de-4-milhoes-para-levar-saneamento-basico-ao-sobradinho-alfeicao-e-lagoa-de-momprole.aspx.
Atualizado a 13/02/2025


Valorização de Zonas Húmidas no Algarve

Este é um projecto de extrema importância para o conhecimento e preservação de áreas fulcrais para a região do Algarve.

O projecto Valorização de Zonas Húmidas no Algarve consiste num conjunto de acções que visam aprofundar o conhecimento científico de 3 zonas húmidas algarvias - Alagoas Brancas (Lagoa), Sapais de Pêra e Lagoa dos Salgados (Silves, Albufeira), Trafal e Foz do Almargem (Loulé) - através de análise de documentação já existente, realização de saídas de campo e produção de relatórios técnicos. Para além de medidas concretas com vista à preservação de espécies e habitats naturais, pretende-se também criar as bases para uma eventual futura classificação destas zonas como áreas protegidas de âmbito local, criando as ferramentas de conhecimento. Pretende-se com este projecto:

  • Consolidação do conhecimento de vários espaços naturais com características diferenciadas mas com relevância significativa em termos de consolidação da biodiversidade e conservação de habitats.
  • Análise do impacto social e económico da eventual classificação destas zonas como áreas protegidas.
  • Sensibilização das populações sobre a valorização dos ecossistemas e para a fruição saudável e redução da pressão sobre estes pelas comunidades e agentes económicos.
  • Apresentação de propostas concretas com vista à preservação da natureza nas zonas em causa.

Este projecto conta com a colaboração de entidades e investigadores de renome e que garantem a qualidade técnica e científica deste estudo, que esperamos venha a ter um papel de relevo na defesa do património do Algarve.

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